Mensagem do dia – Compreenda e perdoe.

“Errar é humano”, diz o adágio.

De fato, todos nós erramos.

A toda hora a vida pede algo a você.
São muito os afazeres que o esperam.
É quase impossível não errar.

Então, por que censurar os deslizes alheios?

Não anote os erros dos outros, assim como você não gosta
que censurem os seus.
Compreenda. Perdoe.
Lembre-se de que Deus o perdoa sempre.

Seguir o impulso de Deus, no coração, é o melhor meio
para acertar sempre.

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BOM DIA/31/05

O maior dom que você vai receber na vida é o de acreditar em si mesmo. Guarde-o com todas as suas forças, pois ele é a única coisa que será sempre realmente sua.

Colhemos o que plantamos

A nossa vida é semelhante a um jardim.
Temos em nossas mãos a cada dia novas sementes.
Cada uma delas representa um sentimento,
sentimentos bons e também sentimentos ruins…

Se a cada sol que nascer soubermos
cultivar bem cada sementinha do nosso jardim,
o mesmo sempre estará cheio de belas flores,
porém, se cultivarmos sementes como o ódio,
o rancor, a mágoa, o egoísmo…
Nunca chegaremos a ver no jardim uma bela flor.
Ela sempre estará murcha…
Se plantarmos sementes como o amor, a amizade,
a solidariedade, o companheirismo, a sensibilidade,
a cada dia, ao acordarmos, veremos lindas flores a brotar,
a enfeitar os nossos jardins e as nossas vidas.
Precisamos cultivar, cuidar bem das flores,
sempre com muito amor ,dedicação e carinho,
para que elas permaneçam sempre belas e jamais murchem…
Saiba que as sementes estão em suas mãos
e seu jardim será resultado daquilo que você plantar…
Se no seu jardim as flores estão sempre murchas,
arranque-as e plante novas sementes
permitindo que assim belas flores nasçam
a cada raiar do sol.

Ao pé do Farol

Li, certa vez que, ao pé do Farol, não há luz. Mas, e o que dizer, quando falamos não de uma proximidade geográfica, mas emocional, como na relação entre pai e filho, por exemplo?

Somente hoje, distante de meu pai, vejo o suficiente para enxergar, com relativa nitidez, a luz de seu Farol e para compreender a liberdade acolhedora de seu amor que, à época, eu percebia como sufocante e limitador.

Foi preciso jogar-me ao mar, navegar nas ondas e intempéries daquilo a que chamamos vida, para vislumbrar não somente em que me tornei, mas também para reconhecer a segurança do porto de onde parti.

Só assim pude entender não apenas o que hoje sou, mas de que raízes brotei… Lembro-me de, quando jovem, ter dado a meu pai um livro do genial poeta Kahlil Gibran. No capítulo “Dos Filhos”, Gibran escreve: “Vossos filhos não são vossos filhos. São filhos e filhas da ânsia da vida por si mesma.” Eu, como todo jovem, clamava por liberdade.

E,como jovem, ignorante e esquecido dos perigos do desconhecido, enxergava apenas o mar que à minha frente se expandia.

Dar o livro a meu pai era como dizer a ele: “me deixa viver, me conceda a liberdade plena da experiência.”
Lembro que toda vez que discutíamos sobre liberdade ele me falava dos perigos que a vida nos reserva.

Mas eu, que estava ao pé do Farol, enxergava apenas a beleza do horizonte e meus olhos não percebiam a dureza do percurso…

Hoje sou pai.

Os filhos crescem, amadurecem, e percebo que, como muitos pais, continuo a tratá-los como se tivessem sempre a mesma idade, a mesma mentalidade, as mesmas fraquezas… Como hoje eu entendo que, para aprender a navegar, precisamos desafiar os tormentos e as borrascas do mar, é chegada a hora de aceitar um dos inevitáveis desígnios da vida: se nossos filhos estão ao pé do Farol, eles só poderão ver a luz se entrarem mar adentro…

E o melhor que podemos fazer, é desejar-lhes boa viagem. E torcer para que carreguem consigo um pouco de suas raízes.

O que é Pentecostes?

Já se passaram 50 dias desde que celebramos a Festa da Ressurreição. Para o cristão estes 50 dias devem ser cada ano um tempo de alegria, um tempo que vivemos intensamente a grande verdade: somos salvos pela entrega de Jesus. Este tempo se fecha com a festa de Pentecostes.
Na primeira leitura deste domingo escutamos dos Atos dos Apóstolos como o Espírito Santo vem sobre a pequena comunidade reunida numa sala fechada – eles estavam cheios de medo. Acompanhamos as transformações que acontecem nestes tímidos amigos de Jesus e admiramos depois as consequências da presença do Espírito neles.
Mas primeiro quero recordar que esta festa era, como a Páscoa, uma festa judaica. O povo de Israel celebrava neste dia que Deus fez uma aliança no monte Sinai. A descrição da vinda do Espírito lembra o acontecimento do monte Sinai: Deus aparece nos raios e trovões e na tempestade. No Sinai se firma a Aliança entre Deus e o povo de Israel, o pove escolhido, que tem como missão muito especial esperar o Messias e preparar sua vinda.
Também em Jerusalém vemos línguas de fogo: o vento enche a casa. Mas é tudo muito manso. Não é um povo numeroso, mas um pequeno grupo de gente tímida. O importante é que esta gente se deixa transformar pelo Espírito de Deus. Sua missão é, como vamos escutar no Evangelho, continuar a obra de Jesus. Ele disse a seus amigos, e o diz a nós também: Eu envio  vocês. É um novo povo de Deus, agora não formado por um nacionalidade, mas pos toda a humanidade. Quem recebe o Espírito que Jesus nos enviou tem o dever de anunciar sua Boa Nova.
Se em Babel os homens não se entenderam mais, era porque queriam chegar com sua obra até o céu; com a vinda do Espírito muda-se a situação: todos se entendem. É a língua do amor. O Espírito não abre apenas as portas de uma sala, mas os corações daqueles que se trancam no egoísmo e no individualismo.
O Espírito nos dá muitos dons. Paulo nos fala na segunda leitura. Sua pergunta é: Como reconhecer a autenticidade de um carisma, como saber se um dom vem de Deus?. Ele diz que o verdadeiro dom do Espírito fortifica nossa fé em Cristo e deve sempre servir ao bem comum e à unidade da comunidade.
Num mundo que por um lado é uma grande aldeia onde todos recebem as notícias de todo lado, mas que por outro lado é dominado por múltiplos medos – num mundo que a comunicação é sumamente importante e muito fácil e por outro lado muitas vezes não nos entendemos: nas famílias, nas comunidades, nos grupos sociais.
Precisamos a presença e a força do Espírito que nos ajude a acunciar a Boa Nova do Amor de Deus.

Oração para a defesa da casa.

Senhor Jesus Cristo,
fazei entrar nesta casa:
a felicidade sem fim,
a alegria serena,
a caridade benfazeja,
a saúde duradoura,
a harmonia familiar,
a bonança financeira.

Retirem-se daqui
todos os anos maus,
defende para sempre
a minha casa para que nunca mais
anjos do mal retornem
e penetrem no meu lar.

Venham para meu lar,
os anjos portadores da paz.
Desapareça desta casa toda a discórdia.
Manifestai, em nós
o poder do Vosso Santo Nome,
e abençoai esta casa !!!!
(faz o sinal da cruz)
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém.

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CONHECIMENTO DE SI MESMO

Os adultos geralmente não lêem revistas em quadrinhos, mas algumas delas trazem ensinamentos profundos, de maneira lúdica e inteligente.

Com desenhos bem feitos e cores vivas, os personagens criados pelos artistas vão passando lições de filosofia e conceitos importantes para a formação de uma geração mais consciente.

Por vezes, numa única página encontramos grandes lições.

E uma dessas começa com o personagem chamado Horácio, um pequeno dinossauro verde, que caminha por entre as rochas e de repente se vê diante de um grande espelho.

Olha para sua imagem refletida diante de si, e algo lhe chama a atenção.

Depois de uma observação atenta, exclama para si mesmo: “perninhas curtinhas…

Olha mais detidamente e pensa: “bracinhos minúsculos!”

Uma olhada a mais e se dá conta: “olhos esbugalhados e um cabeção enorme!”

Observa-se um pouco mais e depois se vai, feliz da vida, pensando consigo mesmo:

“Ah, tudo bem! Deve ser um daqueles espelhos que deformam a gente!”

* * *

Nós também nos deparamos constantemente com o espelho da nossa própria consciência, que não só aponta as nossas deformidades morais, como indica a melhor conduta que deveríamos adotar.

Quando não é o espelho da consciência, são as pessoas que convivem conosco que nos falam sobre os nossos defeitos.

No entanto, muitos de nós fazemos como Horácio, damos as costas e dizemos que a deformidade é culpa do espelho.

Quando a consciência nos alerta sobre a inveja que enfeia a nossa imagem, nós nos desculpamos dizendo que o outro não tem direito ou merecimento, e que fomos preteridos pela divindade.

Se o ciúme projeta uma imagem deformada e o espelho íntimo nos assinala o problema, dizemos que é excesso de amor ou bem-querer, e que temos o direito de exigir posse exclusiva.

Se a avareza mostra sua face distorcida em nosso espelho íntimo, conformados, nos consolamos: “sou apenas econômico e previdente!”

Quando o orgulho alardeia sua soberania, e a consciência faz o alerta, a desculpa surge de imediato: “em mim só há dignidade!”

Mas se as nossas deformidades morais são apontadas pelos outros, que são nossos espelhos externos, nós dizemos que isso não passa de inveja, ciúme, despeito…

Não há dúvida de que o auto engano é uma realidade, e ocorre em nível inconsciente, mas existem maneiras de verificar se nossa conduta está ou não equivocada.

Também não há dúvida de que o autoconhecimento é a chave do progresso individual.

Para quem deseja realmente se autoconhecer, para fazer em si a reforma moral necessária à felicidade eterna, eis algumas dicas do grande filósofo santo agostinho:

Quando estiver indeciso sobre o valor de uma de suas ações, pergunte como a qualificaria se fosse praticada por outra pessoa.

Se você a censura noutrem, não a poderia ter por legítima quando for o seu autor, pois Deus não usa de duas medidas na aplicação de sua justiça.

Procure também saber o que dela pensam os seus semelhantes e não despreze a opinião dos seus inimigos.

Os inimigos nenhum interesse têm em mascarar a verdade e deus muitas vezes os coloca ao seu lado como um espelho, a fim de que seja advertido com mais franqueza do que o faria um amigo.

Todo aquele que se sinta possuído do desejo sério de melhorar-se, a fim de extirpar de si os maus pendores, como do seu jardim arranca as ervas daninhas, deve indagar a sua consciência sempre e sem receio de ouvi-la.

É justo que se gastem alguns minutos para conquistar uma felicidade eterna.

Não trabalhamos todos os dias com o objetivo de juntar haveres que nos garantam repouso na velhice, que geralmente é cheia de dores e sofrimentos?

Seguramente valerá muito mais a pena investir alguns esforços para conquistar a felicidade sem fim.

Pensemos nisso!