De que valem as palavras se o coração acinzenta às tantas…
De que vale os céus que cantam amor se nada mais encanta…
Palavras e vozes se perdem pelo infinito e ecoam estagnadas…
Sopram somente à eternidade, atos e as lutas, tantas travadas…
Resta palavrear momentos felizes escrevendo sobre raízes…
Perpetuar os dogmas, enluarar os contornos e as matizes,
De que servem palavras cassadas, trocadas e arrependidas…
Perdidas no compasso do tempo, largadas, meras, desvalidas…
Palavreadas juradas, encantadas, sopradas, em canto espreito…
Acreditadas, lamuriadas, palavras sãs, em riste e doentias…
Sons mansos, remansos…Dura lida, de que serve versar canto…
Se nos contos esvai-se também; e não há mais santo…
Palavras…antes papeladas… As folhas amareladas do direito…
Mudas palavras que partiram deixando a saudosa melodia…
Príncips
